PSICANÁLISE

O que é psicanálise

O que não pe Psicoterapia Dr. Ramon Castro Porto Alegre

A psicanálise pode ser entendida de pelo menos duas maneiras: ela pode ser um método de autoconhecimento, através do qual, junto ao analista, o indivíduo pode conhecer-se profundamente; e é também um método terapêutico, ou seja, uma forma de psicoterapia.

 

Diferentemente de outras psicoterapias, não existe um objetivo circunscrito, e todas as vivências do dia a dia, lembranças do passado e expectativas para o futuro têm espaço livre para a reflexão. As manifestações internas (imaginações, sonhos, expectativas) são tão valorizadas quanto as externas (relacionamentos, experiências, ações).

 

O pressuposto básico da psicanálise é o de que o universo íntimo, na sua maioria inconsciente, determina a forma como entendemos e conduzimos nossas vidas (a forma como nos relacionamos com os outros e com nós mesmos, nossa capacidade de trabalhar e de usufruir da vida), mesmo sem nos darmos conta dos porquês de nossas escolhas, facilidades e dificuldades.

 

Quanto mais temos consciência desse universo íntimo e de suas leis (às vezes aparentemente ilógicas), mais donos de nossas vidas somos (mais livres e autônomos). Assim, a psicanálise é um caminho para as pessoas que buscam não apenas a cessação do sofrimento e o restabelecimento um modo de ser perdido com uma doença ou situação externa, mas também ir além dos seus tetos ou fronteiras presentes.

 

Não existe uma frequência mínima para se pensar sobre si (fazer análise), mas encontros mais próximos (3, 4, 5 ou mais sessões na semana) possibilitam pensar sobre as situações acontecendo ao vivo (e não apenas as que já aconteceram), com a emoção presente e com maiores possibilidades de autodescobrimentos mais profundos. Deixa-se de apenas relatar e refletir teoricamente para vivenciar as situações e refletir afetivamente sobre elas.

 

As ferramentas para esse processo são a disposição da pessoa de relatar o mais livremente possível todos os seus pensamentos e sentimentos e a capacidade de receptividade e de conexão do psicanalista. Nesse contexto, pode-se também fazer uso do divã, que tem como propósito permitir à pessoa lá deitada estar a sós consigo mesma ao mesmo tempo que acompanhada de outro que a ouve.